Edição 03
Mar/Abr
2024

Portas abertas no Museu de Arte Contemporânea

Sede do MAC: o imponente casarão do comendador Catharino, construído em 1929/ Foto: Feijão Almeida

Na trilha da notícia

Portas abertas no Museu de Arte Contemporânea

A Bahia ganhou um espaço para exposições, performances e apresentação de obras e projetos de arte sintonizados com a atualidade e nos formatos mais variados. O evento de inauguração do Museu de Arte Contemporânea, o MAC Bahia, situado onde funcionava o Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, teve de tudo um pouco.

Teve dança break, percussão em grupo, poesia falada, som dub, hip hop, cinema a céu aberto, arte digital, cartazes, criações com grafite, oficinas. O novo museu mostrou que suas portas estão abertas para as novas manifestações de arte urbana, incluindo as das periferias, sem guarida nos museus tradicionais.

Na inauguração, as pessoas puderam conhecer também as obras transferidas do Museu de Arte Moderna (MAM-BA) para iniciar o acervo fixo do MAC Bahia – e não é pouca coisa.

São 175 trabalhos, de 102 artistas de diferentes regiões do país, premiados ao longo das 16 edições do Salões do MAM Bahia. Trata-se, igualmente, de obras contemporâneas, agora centralizadas no MAC, deixando que o museu instalado no Solar do Unhão dedique-se especificamente à arte moderna. Ambas instituições são vinculadas à Secretaria de Cultura do estado.

Flica em Cachoeira e São Félix

A curadoria da Flica conversa com a imprensa/ Foto: Fernando Vivas
A curadoria da Flica conversa com a imprensa/ Foto: Fernando Vivas

“Poéticas afroindígenas” é o tema da 11ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), de 26 a 29 de outubro, que acontece nessa cidade e, desta vez, também na vizinha São Félix, no Recôncavo da Bahia. Entre os convidados, o músico baiano Tiganá Santana, a escritora indígena Auritha Tabajara e a pesquisadora nigeriana Oyèrónkẹ Oyěwùmí participam de mesas e apresentam suas obras.

A curadoria foi realizada de forma coletiva, dividida por espaços. Na Tenda Paraguaçu, as curadoras Luciana Brito e Mirian Reis apresentam, entre outras autoras, Luciany Aparecida, Auritha Tabajara, Eliane Potiguara, Cleidiana Ramos e as estrangeiras Oyèrónkẹ Oyěwùmí e Teresa Cárdenas.

Autores cachoeiranos também marcam presença na mediação de mesas e como palestrantes. A Festa Literária, promovida pela Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão da Secult-BA, tem a participação da SEC. Professores e estudantes da rede estadual apresentam o resultado das ações nas escolas, através da música, da produção literária, da dança e do teatro.

João Gilberto e Adonias Filho renascem em Juazeiro e Itabuna

Artistas e produtores culturais radicados no litoral sul puderam matar a saudade do Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, que ficou fechado durante a pandemia e depois passou por reforma e requalificação. O mesmo aconteceu com o Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, no Sertão do São Francisco.

Na reinauguração do Centro de Cultura de Itabuna, em setembro, as pessoas o encontraram equipado com sistemas mais modernos de rede elétrica e climatização, novos telhados, forros, pintura, esquadrias e pavimentação. O investimento total foi de R$ 5,7 milhões.

Anteriormente, em julho, o Centro de Cultura João Gilberto foi reaberto em Juazeiro, após um ano de reforma e requalificação que modernizou as instalações e os equipamentos. Com investimento de mais de R$ 2,6 milhões, as obras ampliaram sua capacidade de atender as diversas linguagens artísticas e demandas culturais da região. Os centros de cultura da Bahia são vinculados à Secult-BA.

O filho mais ilustre de Juazeiro, dá nome ao centro cultural da cidade/ Foto: Mateus Pereira
O filho mais ilustre de Juazeiro, dá nome ao centro cultural da cidade/ Foto: Mateus Pereira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também

Homenageado com um resumo de sua obra, no Palacete das Artes, Salvador. Intelectuais, amigos e admiradores reivindicam o tombamento de sua obra
O “forrozeiro cabeludo” morreu em agosto de 2022 aos 66 anos. Deixou extensa e talentosa obra no cenário musical dos festejos juninos. Tornou-se o Rei do Forró Temperado
O “ forrozeiro cabeludo” morreu em agosto de 2022 aos 66 anos. Deixou extensa e talentosa obra no cenário musical dos festejos juninos. Tornou-se o Rei do Forró Temperado